Aplauzos Teste

“A paciência é amarga, mas seu fruto é doce.” – Rousseau

Arquivo da categoria ‘Artes Plásticas & Fotografia’

Consciência que não pode secar

Publicado por aplauzosteste em 06/16/2009

JCD/Thiago Fagundes

JCD/Thiago Fagundes

Por Thiago Fagundes

A Lei Seca comemora esta semana um ano de vigência e de afrouxo das rédeas. A Lei nº 11.750 está em vigor desde 20 de junho de 2008, em todo território nacional. A Lei determina que todos os motoristas que forem flagrados depois de beber estarão sujeitos a multas e suspensão da carteira de habilitação por 12 meses, além de prisão em casos mais graves. Isso até funcionou nos primeiros meses da Lei, enquanto realmente houve fiscalização, da Policia Rodoviária Federal e da Imprensa também.

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Ô tchê, sou do sul.

Publicado por aplauzosteste em 06/16/2009

Mônica Alcântara

No dia 14 de junho, domingo passado, encerrou a 17ª EXPOTCHÊ. A feira é realiDSC00577zada DSC00663em Brasília desde 1992, no Pavilhão de Exposições – Expobrasília, e dessa vez não foi diferente.

O pavilhão estava repleto de barracas e painéis que nos remetiam à cultura e ao povo sulista. Com acepipes que iam dos chocolates aos vinhos. Das carnes de todos os tipos ao chimarrão e salaminhos. Das roupas tradicionais gaúchas às mais clássicas roupas de frio. Das mesas, camas, sofás e cadeiras às facas e tapetes. Com direito a mostra literária, aulas de gastronomia, shows e festival de música Pampa e Cerrado. Tudo com a marca: oh tchê, sou do sul.

DSC00676Um grande painel com a bandeira do Brasil e pilastras ornamentadas com motivos dos Pampas Gaúchos, como chimarrão, cavalos, fazendas, davam boas-vindas aos visitantes, entre a Praça do Pão e a Praça do Vinho.

Tinha ainda uma típica fazendinha gaúcha com direito a cavalo, galinha, cabra,Aplauzos JCD - Mônica Alcântara / 17ª EXPOTCHÊ vaca, caDSC00622rneiro e pato; uma Vila Colonial, além de muitos restaurantes que exalavam o cheiro de churrasco da região. Um quiosque oferecia um serviço diferente: tirar foto com vestimentas antigas do sul do país, com decoração de época. 

Pela feira circularam muitos gaúchos e descendentes trajando roupas típicas do Rio Grande do Sul, com seus devidos acessórios: bombachas, botas, chapéu, lenço, colete, rebenque. Era evidente o orgulho dessas pessoas em serem gaúchas. Carregavam no sotaque e nos gestos, além de estarem orgulhosamente paramentadas, do avô ao neto.

DSC00695 Um programa família, com música ambiente da região e pessoas com vontade de se divertir, consumir e confraternizar.

VIVA o sul, tchê!

Para saber um pouco mais visite o site.

Fotos: Aplauzos JCD – Mônica Alcântara / 17ª EXPOTCHÊ

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A arte de fotografar um casamento

Publicado por aplauzosteste em 06/09/2009

Geyzon Lenin

Foto:Geyzon Lenin
Aplauzos JCD – Geyzon Lenin

Não é fácil fotografar um casamento, se engana aquele que acha a tarefa simples. A fotografia em matrimônios é um dos pontos altos do espetáculo, se não for o maior. Ela, a foto, em termos de importância perde apenas para o sim do noivo e para entrega das alianças. Essas duas cenas sempre têm que ter o registro. Porque o que fica para posteridade, congelada, é o simples fotograma. Então, sugiro para quem pretende se enveredar nesse caminho, que tenha sempre dois equipamentos fotográficos e muita, muita paciência mesmo. Uma ótima dica considero. Paciência, essa, não aquela do jogo de computador que todos estamos acostumados. Essa é uma das qualidades de Moisés, e se você for esperto, tenha um pouco também.

Comparo aqui, casamento com um treino de futebol. No treino o técnico do time pode voltar as jogadas, e mandar que tudo aconteça de novo. O fotógrafo na cerimônia matrimonial deve fazer o mesmo, pedir para noiva olhar para foto, voltar a cena do beijo próximo ao bolo, enfim deve ser quem toma conta da cena.

Foto: Geyzon Lenin
Aplauzos JCD – Geyzon Lenin

E explico o porque disso, é simples e qualquer um vai atender. Depois de todo o festejo, da alegria da cerimônia e da lua de mel, chegará o grande momento: a hora de revelar as fotos ou exibi-las no computador. E é nesse momento que o repórter, o fotógrafo que já virou retratista, pode vir a se decepcionar, isso é possível, mas a noiva e o noivo não. Tenha registrado todas as cenas principais no mínimo, e digo, no mínimo. Entenda que aquele momento é responsável por uma grande mudança na vida das pessoas, se não, um momento que se pagou muito caro para ter. Com isso, aconselho (esse é de graça) a não errarem e não acontecer do flash não disparar.

Por fim, você sairá estafado do casamento por ter carregado duas máquinas fotográficas por três horas, ter montado e desmontado sombrinhas (cabeças de flash externas) e ter corrido de um lado para outro, sendo chamado por todos familiares da noiva para tirar uma foto. Mas não desanime, por mais enfadonha que a tarefa pareça, lembre-se que foi pago e bem pago para isso. Me refiro a cifras de R$2.500,00 para mais.

Clique aqui e visite o ensaio com mais fotos de Geyzon Lenin.

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CCBB abre exibe filmes de um dos maiores documentaristas

Publicado por aplauzosteste em 06/02/2009

Aplauzos JCD - Divulgação
Aplauzos JCD – Divulgação

Hallana Cavalcante Silva

O leitor contemporâneo não deve ter ouvido falar de um dos maiores documentaristas holandês da antiguidade Johan Van der Keuken (1938-2001). Com apenas com uma câmera cinematográfica ele percorreu o mundo em busca das relações humanas. Esse trabalhou resultou em 50 documentários sobre os mais variados temas.

Johan Van der Keuken é praticamente desconhecido no Brasil, mas sua obra foi apresentada a Sérgio Moriconi, quando ele tropeçou com ela numa sessão no Museu de Arte Moderna de Nova York, em 2000.  Moriconi é cineasta e curador da mostra A Permanência do Tempo que começa hoje e vai até o dia 14 no Centro Cultural Banco do Brasil.

O filme Amsterdam global village (1996) é uma obra-prima , épico desprovido de catarse, com tempo de duração de quatro horas. Nele uma delicada teia global é tecida a partir de histórias de moradores de Amsterdã que inspiram um documentário profundo sobre globalização, xenofobia e multiculturalismo. Procurando uma tentativa de explicar o próprio filme, o realizador escreveu: “Esse tipo de cinema não existe graças à edição, mas graças ao ato de filmar. Você olha, mas não corta. Alguma coisa acontece e nós somos testemunhas. Alguma coisa acontece porque testemunhamos.”

Sérgio Moriconi  conta como ficou interessado pelo assunto e como passou a conhecer melhor o documentarista “Assisti com uma visão angelical, pura. Eu nunca tinha ouvido falar dele. Anotei o nome e passei a pesquisar. Nos livros, não havia nada e levei anos para reunir o material necessário para a mostra”, relembra Moriconi. Em meio a etnografia pouco convencional, sentimentos individuais são evocados. “É como se fosse uma música com elementos aleatórios. A poética dele transcende o tema de superfície. Ele nunca é óbvio na análise entre ricos e pobres, uma das temáticas recorrentes de sua obra. Embora tenha essa dicotomia, o cineasta também percebe coisas como a solidão das pessoas. Por isso, acho que ele não vai envelhecer nunca”, aposta o curador.

O holandês também refletiu sobre a natureza do cinema, as origens do movimento. “Em O movimento do animal (1994), ele congela e descongela imagens, prolonga as cenas fixa. Tudo isso  para que se tenha uma saturação transcendente dessa imagem. Você vê, vê, vê, até que enxerga de fato”, explica Moriconi sobre o filme baseado nas fotografias do francês Eadweard Muybridge, que foi um dos primeiros a captar imagens em movimento.

E um dos documentários que não se pode deixar de apresentar,  é o da vida pontuada em As férias do cineasta (1974). Uma viagem que fez com a mulher e os filhos ao interior da França, no qual um casal de idosos confia memórias de toda uma vida à câmera de Van der Keuken. E em Férias prolongadas (2000), filme produzido sobre o impacto da iminência da morte pelo diagnóstico de câncer de próstata. Todo feito numa viagem dele e da mulher pelo mundo. Vale a pena conferir, não deixem de ir. Começa do dia 2 de junho e se estenderá até o dia 14 deste mês no Cnetro Cultural Banco do Brasil.

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Boletim Aplauzos

Publicado por aplauzosteste em 05/19/2009

A VIRADA RUSSA NO CCBB

Gislene Ribeiro

 Até o dia 07 de Junho acontece em Brasília, de terça a domingo,  no CCBB, a exposição Virada Russa. A exposição reúne obras dos mais renomados artistas da vanguarda russa como Vassili  Kandinsky, Kazimir  Maielévitch, Marc Chagal, Mikhail Lariónov, Alexander Rodchenko, Vladmir Tatlin entre outros. A exposição que está aqui no centro cultural do Banco do Brasil, desde de 07 de abril, permanecerá até o próximo mês, seguindo para são Paulo, onde permanecerá também por 2 meses, de 23 de junho a 23 de agosto,  e depois para o Rio de Janeiro, de 25 de setembro até 15 de novembro.

O CCBB ainda disponibiliza ônibus diariamente, que passa pela UnB, Teatro Nacional e setores hoteleiros. E a entrada é franca. 

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Obras feitas para serem vistas eternamente

Publicado por aplauzosteste em 05/12/2009

Dhébora Costa
Gislene Ribeiro
Soraya Letícia
Taís Cerutti

Aplauzos JCD - Taís Cerutti

Athos Bulcão nasceu no Rio de Janeiro, em 1918. Enquanto crescia frequentava a salões de artes, a teatros e a espetáculos, como a Comédia Francesa. Assim pode conquistar amigos importantes no meio artístico moderno brasileiro, entre eles, Jorge Amado, Enrico Bianco – que o apresentou a Burle Marx –, Vinícius de Moraes, Fernando Sabino, Paulo Mendes Campos, Manuel Bandeira e outros.
  Foi apresentado a Portinari, aos 21 anos, com quem trabalhou como assistente no Mural de São Francisco de Assis na Pampulha, aprimorou seus estudos e aprendeu sobre desenhos e cores, conseguindo tons de cores inéditas. Athos não acreditava em inspiração, ele planejava sobre o que tinha a fazer na arte, com muito talento e trabalho. “Arte é cosa mentale”, diz, citando Leonardo da Vinci.
Athos mostrou que a arte, pode sim, integrar a arquitetura. Ele buscava um novo movimento. Suas obras são todas geométricas, trabalhou com mármore, pedra e madeira além dos famosos azulejos. Poucos sabem que também pintava em tela e que suas formas alcançaram outras áreas sendo reproduzidas, por exemplo, na moda e no design de jóias.
A exposição, realizada no Museu da República de Brasília, já estava nos planos de Athos. Só que, como ele veio a falecer, em 2008 aos 90 anos de idade, não teve como por em prática. Então, a Fundação Athos Bulcão elaborou as representações das obras para homenageá-lo. “A amostra é uma representação dos trabalhos dele. Porque as obras de Athos são para serem vistas externamente”, diz Iara Regiani, umas da monitoras da exposição.
Brasília é certamente uma cidade privilegiada. Parte dos trabalhos de Athos Bulcão estão expostos pelas ruas e construções da cidade. Teatro Nacional; Itamaraty; Hospital Sarah e também o Senado são exemplos de lugares onde têm obras do artista-arquiteto. O Hospital Sarah é um exemplo do desejo de Athos porque há uma quebra de paradigma. Um hospital todo colorido, cheio de arte. Trazer alegria e derrubar preconceitos era o grande objetivo de suas obras. “Brasília é o novo valorizado. As pessoas, que não são da cidade, se surpreendem com tal beleza”, conta Iara Regiani.

Aplauzos JCD - Taís Cerutti

Clique aqui e veja mais da exposição através das fotos de Taís  Cerutti.

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