Aplauzos Teste

“A paciência é amarga, mas seu fruto é doce.” – Rousseau

Arquivo da categoria ‘Música’

Elas ENcantam Roberto e a todos!

Publicado por aplauzosteste em 06/16/2009

Taís Cerutti

Em comemoração às Bodas de Ouro do cantor e compositor Roberto Carlos, suas escolhidas divas, ENcantaram para lhe prestar uma merecida homenagem, no dia 31 de maio, domingo após o Fantástico.

O furor que o espetáculo causou foi tamanho que, em 26 de maio, os ingressos já haviam esgotado.

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Aplauzos JCD – Foto divulgação

O show foi conduzido por uma Força Estranha no ar (Ana Carolina)! Falando Sério (Cláudia Leite), Do Fundo do meu Coração (Adriana Cancanhoto), acredito que a Proposta (Zizi Possi) somada As Canções que Você fez pra mim (Sandy), Como Dois e Dois (Marina Lima), podem ir a 120…150…200 Km por Hora (Marília Pêra), Desabafo (Fafá de Belém)…Olha (Ivete Sangalo) e Roberto, Como é Grande o Meu Amor Por Você. A quimera das Divas, e as milhares Roses e Marias, se deliciaram nessa Nossa Canção (Rosemary) .

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17ª Expotchê

Publicado por aplauzosteste em 06/12/2009

Elaine Siqueira de Sousa

Aplauzos JCD - Divulgação

Aplauzos JCD - Divulgação

A Expotchê começou no dia 05 e vai até 14 de junho no Parque da Cidade em Brasília. Ela já é uma tradição na cidade, tanto que está inserida no Calendário Oficial de Eventos de Brasília. A festa do sul do país, que reúne todos os anos expositores e visitantes, vem novamente com shows, comidas típicas, roupas tradicionais e entretenimento para todas as faixas etárias.

Esse ano traz como destaque a região dos Pampas Gaúchos. A intenção é de divertir os brasilienses de diversas formas, oferecendo uma eclética programação musical e cultural. E também resgatar as raízes e matar as saudades, de quem já conhece essa confraternização gaúcha.

Durante a semana a Expotchê começa às 16h e só acaba às 23h. Já nos fins de semana vai de 11h às 23h. O ingresso custa R$12,00 a inteira e a meia-entrada: R$6,00 – para estudantes com apresentação da Carteira Estudantil.

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O Forró de Aracaju na UCB

Publicado por aplauzosteste em 06/09/2009

Gislene Ribeiro e  Priscilla Andrade

No dia 05 de junho aconteceu na Universidade Católica de Brasília o arraial O Forró de Aracaju na UCB com shows de Elba Ramalho, Jhonny e Rahony e Nando e Maycol. O evento foi organizado pelo Cerimonial e Eventos da Universidade, coordenado por Ana Dalvina e Américo Alexandre. A festa contou com mais de 6 mil pessoas, entre estudantes, professores e convidados. As barraquinhas vendiam comidas típicas a preços bastante acessíveis. A decoração, por sinal muito charmosa, nos remetia às cidadezinhas do interior do nordeste. Para abrir o evento, a jovem dupla Nando e Maycol tocou hits de cantores sertanejos renomados, animando o ambiente para quem ia chegando. O público começou a chegar cerca de 1 hora após o início do evento. Mas, foi a alegria da dupla Jhonny e Rahony que levantou o público fazendo com que a galera se animasse, esquecendo-se do frio e aproximando-se do palco para dançar. O entusiasmo foi tanto que até uma quadrilha foi improvisada. E para fechar o show, nada mais, nada menos que Elba Ramalho. A paraibana brilhou cantando os seus maiores sucessos do passado e algumas músicas do seu novo CD. Mas, o ápice do show foi quando a cantora desceu do palco com ajuda dos seguranças, e andou do lado da cerca, pegando nas mãos dos fãs e posando para fotos. Esbanjando carisma, simpatia e animação a cantora levou a galera ao delírio ao tocar o seu sucesso Banho de Cheiro.

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Banda Nenhum de Nós se apresenta na Expothê na noite desta terça-feira

Publicado por aplauzosteste em 06/09/2009

Hallana Cavalcante Silva

A banda se apresenta neste terça no Pavilhão de Exposições do Parque da Cidade, e os integrantes do grupo; Veco Marques (violão), Carlos Stein (guitarra), Sady Hömrich (bateria), João Vicenti (acordeão) e Thedy sempre participam de evento anual dedicado à cultura gaúcha. A banda sobe ao palco às 21h. “Esse tipo de festival não acontece muito. A única Expotchê que conheço é essa de Brasília. Então, de certa forma, conseguimos matar a saudade dos fãs do Nenhum de Nós na cidade”, avalia o vocalista da banda.

O repertório do show seguirá o do disco A céu aberto, 12º trabalho da banda. “O roteiro dele conta a nossa história em função das canções”, explica Thedy. Por enquanto, nada de apresentar novidades. “Acho difícil mostrar alguma inédita nesse show. As músicas novas ainda não estão maduras. Quando estiverem, elas vão pra rua”, afirma Thedy. A lista de músicas escolhidas ainda não foi decidida.

Thedy garante que a banda tenta observar a preferência do público por alguma canção que pode não estar nos planos do show. “Certa vez, em São Miguel do Oeste (SC), soubemos que uma música nossa de uns 15 minutos de duração era muito tocada por uma radialista de lá. Na cidade toda, várias pessoas comentavam, então, tivemos que tocá-la no show. Isso é bacana, mas não é sempre que a gente faz”, conta. “Conseguimos renovar nosso público de uma forma natural. Isso porque algumas músicas nossas tocam nas rádios até hoje, o que desperta a curiosidade em quem ouve”, comenta o vocalista da banda.

A banda “Nenhum de Nós” surgiu na capital gaúcha em 1987, como um trio formado por Thedy (no baixo e voz), Sady (bateria) e Carlos Stein (ex-Engenheiro do Hawaii, na guitarra). Em 1987, o grupo lança o seu primeiro LP (Nenhum de Nós, de 1987), impulsionado pelo tremendo sucesso de Camila, Camila. Em 1989, outro hit de sucesso, O astronauta de mármore, versão para Starman, original de David Bowie. Antes das músicas fazerem sucesso, a banda lançou o disco Acústico ao vivo em 1994. As músicas Você vai lembrar de mim e Paz e amor foram sucessos regionais e continuam presentes no repertório da banda. O último trabalho de inéditas, Pequeno universo, saiu em 2005.

Confiram!!!

Divulgação

Aplauzos JCD - Divulgação

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Fenômeno perde a majestade

Publicado por aplauzosteste em 06/02/2009

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Aplauzos JCD - Foto: Divulgação (Susan Boyle na final do ''Britain's got talent'')

Samanta Peçanha

A sensação mundial Susan Boyle foi para a final do programa “Britain’s got talent” neste útimo sábado dia 30 de maio. Famosa por não possuir os atributos de uma estrela “hollywoodiana”, mas cantar maravilhosamente bem, a escocesa de 47 anos vestiu-se com um longo e elegante vestido prateado. Interpretou a música que a consagrou como a quinta mulher mais vista no youtube, “I dreamed a dream” do musical “Os Miseráveis”. Apesar de sua excelente apresentação quem levou o prêmio de 100 mil libras foi o grupo de dança de rua Diversity composto por adolescentes.

Em decorrência da fama repentina, a cantora de cabelos rebeldes se internou nesse domingo na clínica Priory, em Southgate (norte de Londres). Apresentando sintomas de depressão, a segunda colocada do programa britânico diz estar esgotada após esse período de exposição constante. Apesar disso Boyle afirmou: “As melhores pessoas venceram. Desejo a vocês o melhor”. Encerrou o discurso falando da jornada inacreditável, que lhe rendeu uma lição de humildade.

Veja a apresentação de Susan Boyle no site oficial do programa.

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Arraial da Católica 2009

Publicado por aplauzosteste em 06/02/2009

O FORRO DE ARACAJU NA UCB

Priscilla Andrade

No dia 05 de Junho, a partir das 19h, acontecerá na Universidade Católica de Brasília, o tão esperado arraial: o FORRÓ DE ARACAJU NA UCB. A festa será na área das quadras esportivas do Campus I e conta com a presença da cantora Elba Ramalho e da dupla Jhonny e Rahony abrindo a festa. Os convites serão vendidos no campus I (em Taguatinga), e nos campus avançados da Asa Sul (Colégio Dom Bosco) e da Asa Norte. O valor do convite é de R$ 40,00 inteira e R$ 20,00 meia, e estudantes da UCB pagam R$ 20,00. Os convites serão limitados, e alunos da UCB precisam apresentar carteirinha de estudante atualizada. Além dos shows os convidados irão aproveitar as deliciosas comidas típicas de São João.

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Capital Inicial na Granja do Torto

Publicado por aplauzosteste em 05/25/2009

Priscilla Andrade

Estava marcado para começar às 23h, o show da banda Capital Inicial, na XVI Exposição Agropecuária de 2009, no parque de Exposição da Granja do Torto de Brasília. Por volta das 22h30 minutos alguns fãs já esperavam bastante animados a entrada da banda e do vocalista Dinho Ouro Preto.
No palco alternativo do evento, encontrava-se a banda brasiliense Na Lata comandada pelo vocalista Rubens Leite. Esse agitava o público, que apesar de pouco, estava bastante animado. Pulavam e balançavam a cabeça com o rock da banda. Para quem esperava um grande congestionamento para chegar à Granja do Torto, para ver a banda Capital Inicial, se assustou com a facilidade de chegar ao local, poucos carros, poucas pessoas e muitos ambulantes vendendo ingressos.
O público presente estava um pouco assustado com o preço das comidas e da entrada, que segundo alguns, em 2008 havia sido mais barato. Alguns donos dos bares da praça de alimentação reclamavam em relação ao dia desse show, dizendo que era o dia de menos movimento.
Por volta de 1 hora da manhã começou o show tão esperado do Capital Inicial. Eles entraram bastante animados, mesmo com o público pequeno. Tocaram músicas do início da carreira e algumas do CD atual. Os integrantes foram bastante aplaudidos pelo público quando anunciaram a música “Que País é Esse?” dizendo ser uma homenagem ao Senado Federal.
No final do show Dinho tirou a blusa, como em todos os shows, e as meninas da platéia jogaram sutiãs no palco.
No fim um show muito organizado com bastante efeitos especiais e a platéia muito animada.

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Marreco´s Fest 2009

Publicado por aplauzosteste em 05/19/2009

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Aplauzos JCD - Divulgação

No próximo dia 20 de junho, Brasília receberá a oitava edição do Marreco´s Fest! O festival anual de rock acontece desde 2001, e, desde então, funciona como uma vitrine para as bandas de metal do centro-oeste, contribuindo para o fortalecimento da cena musical independente e agregando valor à cultura musical do gênero.

Promovida pelo músico e produtor cultural Fábio Marreco, a idéia a princípio era juntar várias bandas da cidade, amigos e familiares, mas ao longo destes sete anos, o evento foi crescendo em popularidade e qualidade: deixou de ser apenas uma festa restrita a um círculo de amigos e passou a marcar definitivamente o calendário dos festivais de Brasília. 

Nesse ano, o evento será realizado no Clube da Imprensa (SCN Trecho 1) com abertura dos portões a partir do meio-dia. Os ingressos já podem ser comprados antecipadamente com duas opções:  kit de acesso (composto por caneca, camisa e adesivo) no valor de R$ 35,00 ou o ingresso normal no valor promocional de R$ 25,00. No dia da festa, os ingressos também serão vendidos, só que no valor normal de R$ 40,00. 

Entre as atrações, destaque para as internacionais Omen (Lendária Banda Americana de Power Metal dos anos 80), Steve Grimmet (Ex-vocalista da Lendária banda da NWOBHM Grim Reaper) e Strike Master (Banda de Thrash Metal Old School, formada em 2004, na Cidade do México) e para as locais Violator, Dinahead, Valhalla, Elfus e Blazing Dog. 

Para mais informações, acessem o site oficial do evento: http://www.marrecosfest.com.br

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A dupla Victor e Leo não decepcionou os fãs de todas as idades que compareceram a Granja do Torto

Publicado por aplauzosteste em 05/18/2009

Elaine  Cabral

No sábado dia 17/04 quem abre a noite no palco principal da XVI Exposição Agropecuária 2009, no Parque de Exposições da Granja do Torto em Brasília, foi Boni & Belluco e a última e aguardada apresentação da noite a dupla Victor e Leo.

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Aplauzos JCD - Divulgação

Cinco horas antes do show já havia bastante gente, mas o público chegou mesmo por volta das 22h, a estimativa da assessora de imprensa do evento, Bruna Marques, é de que 500 mil visitantes passaram na exposição durante todos os dias da feira. A expectativa da noite foi apresentação dos irmãos mineiros, o show contou com a presença de aproximadamente 60 mil espectadores, o maior público desta edição da feira. Apesar de muito cheio foi um show tranqüilo, também segundo a assessora do evento, os bombeiros atenderam algumas pessoas que se excederam com bebidas alcoólicas e fãs emocionadas que passaram mal, mas nada grave.
O surpreendente foi a grande quantidade de crianças que compareceram, não foram apresentados os números oficiais porque as crianças até 10 anos não pagavam ingresso, e era exatamente essa faixa etária que impressionava. A dupla subiu no palco às 01h30min da manhã e aquelas crianças estavam acordadas cantando suas músicas. Um show bem produzido, com um palco grande, dois telões e efeitos especiais na entrada e no encerramento do show. Som de qualidade indiscutível sem problemas técnicos, que os fãs comentavam estar igual ao CD. A banda que acompanha Victor & Leo é formada por Ivan Corrêa no contrabaixo, Leo Pires na bateria, Luciano Passos no Acordeom, Alexandre de Jesus na percussão e Daniel Couceiro no violão.
Com inconfundível estilo, arranjos, produção e composições próprias, Victor & Leo apresentaram do novo CD que vendeu mais de 200 mil cópias nos dois primeiros meses de lançamento “Borboletas” música que dá nome ao CD. O novo repertório tem uma série de novos sucessos em potencial, como “Timidez” e seu acordeom que caminha para o forró; a melodiosa “Nada normal”, a dançante “Sem trânsito, sem avião”; o country de “Luz, paixão e rodeio”, entre outras. O penúltimo álbum, “Ao vivo em Uberlândia,” alguns sucessos como “Fada”, “Vida boa”, “Amigo apaixonado”, “Fotos” e “Tem que ser com você” que os fãs (principalmente as fãs) mais apaixonados conhecem. Eles representam a continuidade renovada da música sertaneja.
Carismáticos eles emocionaram os fãs que os acompanharam como um coro de 60 mil vozes. Com melodias de diversos elementos, mas sem perder a essência da música sertaneja de raiz, Victor impressiona com suas composições poéticas e a sua desenvoltura no violão e a sensibilidade de Leo ao interpretar e a forma com que colocam as vozes diferentes das duplas tradicionais. Parece impossível, mas eles arranjaram uma maneira própria de fazer isso. Um exemplo, é que a dupla não usa guitarras e sintetizadores, nem nos discos nem em shows.
O show com uma hora de duração terminou às 2h30 min. da manhã, com um público muito intenso. A saída foi lenta e em alguns pontos dos estacionamentos, a movimentação de carros demorou uma hora para começar. Os meninos arrebentaram mais uma vez.

Discografia
-O primeiro CD, foi lançado em 2002, pela gravadora Number One.
- Em 2003, de forma independente, gravaram o segundo CD, chamado “Vida Boa”.
- Em 2005, também de forma independente e em São Paulo-SP, gravaram o terceiro CD, ao vivo, produzido e arranjado pela própria dupla, chamado “Victor & Leo Ao Vivo”,
- Em junho de 2007, já conhecidos em grande parte do país, Victor & Leo foram contratados pela Sony-BMG, que passou a distribuir originalmente o CD “Victor & Leo ao Vivo”, apenas modificando a capa. Com este mesmo CD, pouco tempo depois, a dupla recebe seu primeiro disco de ouro, já na primeira vez em que foram ao programa Domingão do Faustão, da Rede Globo.
-Também em junho de 2007, gravam o primeiro DVD e, em seguida, o quarto CD, intitulado “Ao Vivo em Uberlândia”.

Show Vitor & Leo

Aplauzos JCD - Edinéia Bassolli

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Operário da Música

Publicado por aplauzosteste em 05/12/2009

Samanta Peçanha

O cantor e compositor Alysson Takaki fala de suas experiências musicais e de seus dez anos de carreira. Ele é cria de Brasília e tem uma vasta experiência musical principalmente no canto, área em que se especializou. Compor e cantar o que gosta são as suas paixões. Relacionado a isso ele já lançou dois CD’s, cantou em bailes e bares da cidade e já tem um novo projeto para 2009. Gosta muito de trabalhar com música, mas ressalta que o caminho é árduo e cheio de concessões. Nesta entrevista, concedida na Escola de Música de Brasília, Alysson fala de sua carreira e como se sustenta com a música.

Samanta -O nome Alysson Takaki é “original de fábrica”, ou é um pseudônimo que você usa para suas atividades artísticas?

Aplauzos JCD - Foto: Cristiano Mariz

Aplauzos JCD - Foto: Cristiano Mariz

  Alysson Takaki – É original. Eu tenho outros dois nomes: Shozu e Resende. Algumas pessoas achavam que o Takakai era legal. Outras falavam que era estranho. Outras, que eu não tinha cara de japonês para usar esse nome. Como eu já tinha adotado e as pessoas me conheciam assim, resolvi não mudar. 

Samanta – Por que você desistiu de seguir a carreira de publicitário para virar músico?

Alysson Takaki – Foi loucura. Sempre gostei de música mas não sabia nada. Também gostava de escrever e criar. Quando entrei na faculdade com 17 anos achava que iria trabalhar só com criação, mas não é bem assim. Decidi então seguir a música, graças a um amigo inglês, e é o que eu gosto de fazer. 

Samanta – Esse seu lado artístico foi  estimulado por alguém da sua família? Se sim por quem e como tudo isso começou?

 Alysson Takaki – Não diretamente. O meu avô era pintor e me disseram que ele cantava, mas não muito bem. A minha avó é que cantava. O meu pai não abria a boca nem para cantar “Parabéns para Você”, e a minha mãe cantarolava. Acredito que a minha influência foi do rádio e dos discos que escutávamos em casa, inclusive canções japonesas. Comecei a cantar em aulas de violão. Formamos uma banda no inglês, participamos de um concurso e ganhamos o terceiro lugar. Depois entrei em um coral com um professor erudito e estranhei bastante. Cheguei a pensar: se cantar é isso eu não quero mais não. Entrei em outro coral, Oito Encantos, com o professor Marconi Araújo e a partir daí tive mais contato com a teoria musical e aprendi o que é música de verdade. 

Samanta – Quais são as maiores realizações de se trabalhar como músico e as principais dificuldades?

Alysson Takaki – A maior realização é você poder cantar o que gosta. Quando eu canto entro no meu mundo. O que às vezes frustra é ter que fazer concessões e outras coisas que desgosto para conseguir realizar o que dá prazer. Não dá para fazer só o que gosta.

Samanta – Pude perceber que você tem tanto uma formação lírica quanto popular. Por que se especializou nessas duas áreas e qual a colaboração de uma na outra?

Alysson Takaki -  Comecei a fazer erudito porque já estava encaminhado nessa área e queria cantar. Entretanto, sempre cantei popular por isso os dois andaram sempre juntos. O erudito não me dava prazer. Ele ajuda muito no controle da técnica, mas é muito exaustivo. Resolvi então me dedicar ao popular que me ajuda com a interpretação diferenciada no erudito. Acho uma bobagem quem acredita que um  é melhor do que outro. Os dois devem andar juntos. 

Samanta – Com o que é mais gostoso de trabalhar, com o glamour da ópera ou a dinamicidade dos musicais?

Alysson Takaki – O musical é mais palatável enquanto a ópera é engessada. Eu prefiro o musical. Claro que depois iria à uma ópera, mas em primeiro lugar o musical, me identifico mais.

Samanta – Qual o musical que você ainda não teve a oportunidade de fazer mas que deseja muito e o por quê?

Alysson Takaki – Conheço poucos musicais inteiros, mas os musicais que eu gosto das histórias e músicas são o “Cats” e “Os Miseráveis”. 

 Samanta – Você já participou tanto de festivais de música japonesa quanto de Música Popular Brasileira. Qual a principal diferença entre os dois além da língua?

Alysson Takaki – Os festivais de música japonesa são mais para intérpretes. Você tem que cantar o mais próximo do original, por isso são bem mais concorridos. Tem cantores que ensaiam a música por um ano. O que esse tipo de festival me proporcionou foi o palco, além de poder conhecer outros lugares do mundo. Já o festival de MPB você tem que compor a sua música e interpretá-la . São abordagens diferentes.

Samanta – “Atualmente” foi o primeiro CD de sua carreira. O que ele significa para você e no que se inspirou para fazê-lo?

Alysson Takaki – Eu fiz esse CD com a banda D Fatto. O guitarrista era meu amigo de UNB e parceiro de composição. “Atualmente” tem mais visão política. Na época, para mim, cantar com uma banda era mais fácil do que tentar carreira solo. Além disso, tínhamos toda uma visão romântica do rock: gravar um disco e fazer sucesso. 

Samanta – “No seu mundo” é o seu mais recente trabalho e pude perceber que todas as músicas falam de amor. Você se considera um romântico incurável?

Alysson Takaki – Sim. Sempre gostei de músicas românticas e é o estilo que mais ouço. Não adianta você lutar contra as coisas que gosta. 

Samanta – Ao compor uma música quais são as suas expectativas?

Alysson Takaki – Não tenho tantas expectativas. Começo a fazer a música inspirado em uma idéia. Depois de ter começado eu vejo qual a cara dela e coloco uma letra. 

Samanta – Qual foi o seu critério de seleção para as músicas do CD “No seu mundo”?

Alysson Takaki – Quis pegar canções antigas. Além de algumas que eu tenho predileção fiz uma pesquisa de opinião para ver quais que os meus conhecidos gostavam mais. Foi um apanhado de uma trajetória de dez anos.  

Samanta – A maioria dos cantores já passaram pela escola dos bares e bailes. O que você pode tirar de experiências dessas apresentações e quais as músicas que não podem faltar?

Alysson Takaki – “New York,  New York”. Eu aprendi muito também em relação ao palco. Nos bailes a responsabilidade maior é do cantor para animar a festa e  “sacar” o repertório. Você precisa ter jogo de cintura e ser eclético. Outras músicas que são muito pedidas: “Foot Loose” e “Twist and Shout”. 

Samanta – Você tem histórias interessantes para contar sobre essas apresentações?

Alysson Takaki – Sempre tem. Uma vez uma senhora pediu três blocos da festa só de forró. No final do terceiro bloco ela passou fazendo cara de reprovação dando a entender que a nossa banda era horrível. Em outra festa me deu uma dor de barriga muito forte no meio de um dueto. Tive que sair correndo para o banheiro e deixar a minha colega cantando sozinha. Essas coisas acontecem. A única coisa a fazer é se divertir. 

Samanta – Você foi professor de cantores que ficaram conhecidos por participarem de concursos importantes. Qual a maior realização que você tem ao ver seus alunos conquistando uma posição e se isto te faz esquecer a dificuldade de ser professor no Brasil, principalmente de canto?

Alysson Takaki – Eu fico muito satisfeito. É a certeza de que você acrescentou alguma coisa. Todos são talentosos, o professor está ali mais para orientar. O reconhecimento é gradativo tanto do aluno quanto do professor. Muitos professores só porque sabem cantar querem dar aula, mas o conhecimento da técnica é importantíssimo. Sempre dei aulas individuais e agora vejo que preciso ajudar mais pessoas. Quero democratizar o acesso através da internet. O pouco que você ensina hoje, ajuda muito amanhã. 

Samanta – Ainda falando sobre ensino, você participou do 29º Curso Internacional de Verão da EMB como professor. Como foi dar aula ao lado da Chris Delano e que experiências você carrega desse evento que reúne músicos de todo o Brasil e mundo?

Alysson Takaki – Foi uma grande oportunidade, além do que a Cris é maravilhosa. Tudo aconteceu muito rápido porque recebi o convite uma semana antes do início do curso.  Apesar disso aproveitei ao máximo, pois todos que fizeram o curso são muito talentosos. Na verdade acredito que todos que fazem o curso buscam mais a socialização para aprender coisas novas. Ensinei tudo o que sabia como operário da música que precisa se manter. O curso foi lindo.

Samanta – Quais são os seus planos para o ano de 2009?

Alysson Takaki – Pretendo gravar outro disco, mas não estou pensando no formato CD. Quero disponibilizar as minhas músicas na internet. Esse projeto vou desenvolver junto com o Ricardo Nakamura (Boy) e vai ser só piano e voz. Vou concluir a UNB. Farei vídeos-aula e disponibilizarei também na internet, para facilitar o acesso dos futuros alunos. Os métodos ensinados hoje não atendem a todos os tipos de voz. Fazer algo gradativo com o acompanhamento de um professor é fundamental.

Veja o vídeo da música “Mil Palavras” composta e interpretada por Alysson Takaki

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